Seleção vence Itabela e abre caminho para as finais do Intermunicipal

Fotos: José Dilson e Ivan Carlos SC
Com dois gols de Mamá e um de Pim, a seleção de futebol de Euclides da Cunha deu mais um passo importante dentro da competição ao derrotar ao forte selecionado de Itabela, vice-campeã do Intermunicipal 2016.
Logo nos primeiros dez minutos de jogo, a representação euclidense deu mostra de que faria um jogo ofensivo e exigiu do goleiro itabelense duas boas defesas, além de colocar uma bola no poste direito, faltando pouco para inaugurar o marcador. Ao sentir a disposição do time da casa, a seleção adversária deu demonstração de que tinha a intenção de voltar para o sul da Bahia, ao menos com um empate, pois qualquer falta marcada pelo árbitro, o atleta simulava contusão e pedia atendimento médico, na tentativa de ganhar algum tempo e arrefecer um pouco o ímpeto do adversário.
Composta de jogadores experientes, inclusive ex-profissionais, um deles, MaxWel, com passagem pelo futebol internacional, até que tentou equilibrar o jogo, depois de sofrer sucessivos ataques; porém a impetuosidade dos euclidenses não permitia e quando se aproximava do final do primeiro tempo, Euclides da Cunha empurrada pela sua grandiosa e vibrante torcida, numa grande jogada que começou na intermediária de Euclides com Mamá, continuou com outra grande jogada de Malhadinha que dentro da grande área, quase na linha de fundo, driblou a dois adversários e devolveu a bola para Mamá abrir o marcador e encerrar o primeiro tempo com vantagem no placar.
 
Aliás, Mamá foi o grande nome da partida, seguida de Pitoco, que continua desenvolvendo um grande futebol entre os volantes, com desarme de bola, troca de passes, combativo, um futebol de entrosamento e muito dinâmico, que neutralizava quase todas as jogadas trabalhadas pelos meio-campistas de Itabela.
Na segunda etapa e sem alteração no time, exceto para Itabela que por motivo de contusão substituiu MaxWel por Akson, - um jovem atleta que demonstrou qualidade técnica muito boa - confiante, das arquibancadas lotadas a torcida empurrava o time cantando músicas que elevavam o moral dos atletas, enquanto Itabela procurava se defender e até sair em contra-ataque, quando foi surpreendida, mais uma vez, por jogada rápida da seleção euclidense, que não restou ao zagueiro Jocélio outra opção de jogada, se não fazer a falta, próximo da grande área e, por ser o último homem a ser ultrapassado, foi punido com o segundo cartão amarelo no jogo, seguido de expulsão de campo. 
 
A expulsão do atleta itabelense devolveu o equilíbrio em número de jogadores em campo, já que Euclides, em momento anterior havia sofrido baixa com a expulsão do lateral esquerdo Léo Melosa, por reclamação, já que havia sido advertido com o cartão amarelo, por falta cometida, ainda na primeira etapa de jogo.
Na cobrança de falta, mais uma vez, brilhou a estrela de Mamá que, em tarde bastante inspirada, mandou mais uma bola indefensável para o fundo da rede do goleiro Everton e foi comemorar junto à galera. Complicava-se aí, a provável estratégia de Itabela de sair de Euclides da Cunha perdendo por um placar superior a um gol e, sentindo dificuldade para chegar ao gol de Euclides, tentava não levar mais gol e, saindo para o jogo sem muita objetividade, pois a marcação sofrida continuava intensa.
 
Repórteres que trabalhavam à margem do campo, bem assim a torcida e comissão técnica de Euclides ficaram sem entender o motivo da expulsão do atleta euclidense, já que o lance que o envolveu não fora violento e o atleta, talvez, não tenha tido a intenção de fazer a falta ou até mesmo entender que sofrera carga do adversário, deixando-o indignado com o rigor do árbitro que, ainda no primeiro tempo de jogo, deixou de marcar uma penalidade máxima cometida pelo zagueiro Jocélio, que usou o antebraço esquerdo na garganta do atacante Pim, para tirá-lo da jogada, ao pressentir que seria vencido pelo goleador, em disputa pela bola na grande área. 
Leo Melosa, Indignado e inconformado com o alijamento na partida, juntamente com seus companheiros tentava dialogar com o árbitro, na tentativa de o mesmo reconsiderar a expulsão, porém, sem sucesso. Nem mesmo o seu auxiliar que se encontrava bem mais próximo do lance, atendeu ao apelo dos atletas euclidenses, para que confirmasse ou não a suposta falta ou atitude antidesportiva do companheiro, preferindo o bandeirinha ficar calado e inerte.  Atletas euclidenses insistiam junto ao árbitro para que consultasse o seu auxiliar, o que não foi feito, preferindo manter a expulsão do atleta.
 
Aliás, no intervalo de jogo, atletas de Itabela, achando-se prejudicados pela arbitragem que, até então, mantinha-se em bom nível e sem influenciar no placar, como de fato não influenciou, chegaram a cercar o Sr. Émerson Ricardo de Almeida Andrade, em atitude deselegante e houve até quem, em sua presença, tirasse a camisa de jogo, numa clara atitude de protesto e desrespeito à autoridade máxima da partida, e se quer houve advertência verbal, criando um clima desagradável, sendo necessário a presença da Guarda Civil Municipal, que o conduziu, em segurança, juntamente com seus auxiliares até o vestiário. Para muitos torcedores, em se tratando de um árbitro ‘solicitado pela CBF’, a expulsão de Léo Melosa, um atleta experiente e disciplinado foi injusta. 
Quando já se passavam mais de 30 minutos de jogo, eis que uma jogada da seleção euclidense, bem trabalhada pela esquerda, resultou numa penalidade máxima, prontamente bem assinalada pelo árbitro, depois que o ponteiro esquerdo Joaquim adentrou à grande área e driblou ao seu marcador e fora contido com falta, num lance que se quer foi contestado pelos atletas itabelenses. Pim, que não tivera boas oportunidades de marcar, até aquele momento, pediu a bola e, num chute forte pelo alto, quase no meio do gol, tornou indefensável para Evérton, indo comemorar junto à torcida e aos companheiros, assim como fizera Mamá anteriormente. Euclides ampliava para três, o placar do jogo, para deleite da enorme torcida que lotou o estádio da municipalidade euclidense, mesmo debaixo de sol fortíssimo e muito calor.
Assim como tem acontecido nos jogos da seleção euclidense, muitas mulheres, pais com crianças, jovens, casais de namorados, têm prestigiado a nossa seleção, em clima de muita alegria, congraçamento e receptividade aos nossos visitantes, tratando-os com respeito. Mesmo com todo esse clima de amizade e alegria, a segurança dos jogos tem sido feita preventivamente e ostensivamente, com guarnições da Polícia Militar do 5º BPM/Euclides da Cunha, Polícia Civil 25ª Coorpin, Guarda Civil Municipal. Até, então, não houve registro de incidente, briga, confusão ou qualquer ato de desrespeito por parte da torcida, dirigentes, hostilidade aos profissionais de imprensa que tem comparecido a trabalho para seus respectivos veículos de comunicação: Rádio, TV, sites, blogs, etc. 
 
Nota-se, também, um número considerável de pessoas que aproveita para ganhar um dinheirinho a mais, comercializando, fora e dentro do estádio, iguarias, água mineral, sorvete, picolé, cerveja, refrigerante, que ajuda bastante a fortalecer a renda familiar.
A partida, per si, foi muito boa e a vitória de Euclides da Cunha foi valorizada por uma seleção que pratica um bom futebol e tem valores individuais qualificados. Não foi à toa que chegou às semifinais de um campeonato que reuniu 64 seleções de todas as regiões do Estado da Bahia.
A vitória de Euclides da Cunha dá-lhe tranquilidade para o jogo de volta, no próximo domingo (19), em Itabela, podendo até perder por diferença de um gol e, um simples empate garantirá presença nas partidas finais que, a depender da combinação de resultados envolvendo as também semifinalistas seleções de Santo Amaro e Eunápolis, o Campeonato Intermunicipal poderá ter a sua decisão em Euclides da Cunha.
 
Para a comissão técnica, que havia planejado ficar até a fase de oitavas de final, é real a chance de acontecer em Euclides da Cunha, a grande decisão do maior campeonato de futebol do país, pelo futebol que Euclides da Cunha tem apresentado dentro e fora de seu domínio. Mais uma vez, a afluência ao estádio da municipalidade euclidense foi marcada por um público que lotou as suas arquibancadas, vindos também, de vários povoados e cidades circunvizinhas, tamanha repercussão da performance da seleção de futebol de Euclides da Cunha e o gosto dessas pessoas pelo futebol de qualidade que está sendo apresentado pelos nossos atletas que tem, inclusive, o atacante Pim, artilheiro do campeonato, com 12 gols, sério concorrente a ganhar o prêmio ‘Chuteira de Ouro’, instituído pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), promotora do maior evento esportivo amador do mundo.
Euclides da Cunha jogou com: Neném, Max, Eduardo (que substituiu a Alex Buzina, liberado para ir visitar o pai que se encontra enfermo em Senhor do Bonfim. Eduardo fez uma ótima partida), Élvis, Léo Melosa, Gajão (Bita), Mamá, Pitoco (Wellington, que recompôs a lateral esquerda, com a expulsão de Léo Melosa), Malhadinha, Pim e Bambam (Joaquim). Técnico: Carlos Alberto, auxiliar técnico - Jovem, Preparador-Físico: Prof. Jarielton Guerra, preparador de goleiro – Prof. Vaval Moura, Diretor de Esportes: Léo Mota, Roupeiros: Preto e Alex, Massagista: Orlando.
 
Itabela, cujo técnico chegou a fazer algumas substituições, numa tentativa de melhorar o rendimento do time, conseguiu, ao menos, reduzir o placar com um gol marcado pelo atleta Akson, que havia entrado no primeiro tempo em lugar de MaxWel, que num choque de rosto contra a cabeça de um atleta adversário, machucara o rosto e teve de ser socorrido para o hospital municipal onde recebeu atendimento médico. Lucas, que havia acabado de entrar, em seu primeiro contato com a bola, fez um grande lançamento para Akson, que se aproveitou de um descuido na marcação e habilmente avançou e marcou o gol de honra de Itabela.
Itabela entrou em campo com: Everton, Alex Junior, Jocélio, Tuin, Jediel, Vivas (Itinha), Felipe, Bebê, Gel (Lucas), MaxWel (Akson), Tiuí. Técnico: Marcos Santos Correia, Auxiliar: Carlos de Jesus Mageski, Treinador de Goleiro: Mário Sérgio Tamandaré, Massagista: Manoel Cosme de Jesus.
 
Arbitragem: Emerson Ricardo de Almeida Andrade (CBF/Salvador), Cláudio Antônio Dias Aragão (CBF/Catu), Ado de Jesus Ramos (FBF/Ipirá), José Dílson do Conselho Almeida (FBF/Euclides da Cunha. Emerson Ricardo começou bem, teve momentos complicados, mas depois retomou ao momento inicial e voltou a ser o árbitro qualificado e solicitado pela CBF para apitar jogos promovidos pela entidade máxima do futebol brasileiro.
Foi mais uma tarde esportiva de domingo muito boa, marcada por figuras exóticas, dessas que não se incomodam com comentário, mas que o importante é estar no estádio, em meio a tanta gente que busca no futebol um pouco de diversão que faltava, principalmente no esporte que é paixão de brasileiro. 
 
Além de figuras simples que muitos classificam como “povão”, profissionais liberais, trabalhadores, servidores públicos, vereador, prefeito, todos juntos e misturados em mais uma tarde de futebol de diversão proporcionada por atletas de uma seleção que conquistou a simpatia de uma cidade chamada Euclides da Cunha e que já se estendeu por outras cidades da região; pois tornou-se fato comum ver torcedores de Canudos, Monte Santo, Serrinha, Santa Luz, Conceição do Coite, Araci, Banzaê, entre tantas localidades que nos circundam e são nossos ótimos vizinhos e amigos, também no futebol, que justifica a tradicionalíssima frase que diz: “o esporte faz amigos”.
*Mais fotografias da torcida, você vê na página Tô no Site/euclidesdacunha.com. Texto: José Dilson Pinheiro/ fotografia: José Dilson Pinheiro e Ivan Carlos SC/euclidesdacunha.com/ edição de imagem: Jaciel Correia.

 

Publicado em: http://www.euclidesdacunha.comnews/print/id/2214