Dudu morre em confronto com a polícia

Imagens: Reprodução
Jovem, apenas 22 anos de idade, mas com extensa ficha policial criminal, Eduardo Santana Cavalcante optou pela vida do crime e tornou-se elemento bastante visado pela polícia que o considerava de alta periculosidade e o tinha no álbum de criminosos que seguidamente agiam na cidade e era apontado como elemento responsável por assaltos a estabelecimentos comerciais, postos de atendimento bancários, lotérica, etc., tráfico de drogas, homicídio consumado, homicídio tentado, entre outros, sempre com ousadia, pois várias destas práticas criminosas aconteciam em horários de grande movimento na cidade e em pleno dia.
 
Parceiro de “Cheirinho”, que teve um final de vida antecipado, da mesma forma que “Dudu”, assim era conhecido Eduardo Santana, quando poderia, ambos, ter seguido por outros caminhos que não os levassem ao submundo do tráfico de drogas e entorpecentes, assaltos, homicídios consumados ou tentados, segundo a própria polícia, pois eram jovens em plena flor da idade e poderiam estar a serviço da sociedade, certamente influenciados pela vida de ostentação que criminosos contumazes costumam exibir em vídeos nas redes sociais, optaram pela via da criminalidade, em detrimento ao trabalho honesto e produtivo, ao contrário de suas famílias, formada por pessoas reconhecidamente trabalhadoras.
 
Segundo informações obtidas junto à polícia, Dudu após a morte de Cheirinho havia viajado para São Paulo, retornando recentemente a Euclides da Cunha, onde continuou traficando drogas, roubos audaciosos, inclusive do tipo saidinha bancária, passando a ser monitorado pelo serviço de investigação da Polícia Civil da 25ª Coorpin, com base em imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais, informantes, etc. 
 
Há cerca de um mês, policiais civis foram informados da presença do mesmo no bairro Duda Macário, e uma campana foi montada para prendê-lo, mas ao chegar à casa de sua namorada, percebeu a presença de policiais na área, e para não ser preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, entregou a arma para a parceira, que foi presa e conduzida para a DT, assumiu a posse da arma, porém, mais tarde revelou ser Dudu, o verdadeiro dono. Assistida por um advogado, após os trâmites legais e de conformidade com a lei, foi liberada para responder em liberdade. Dudu tratou de evadir-se, sendo perseguido pela guarnição policial, porém, o grande conhecimento do bairro e todo o seu entorno, logrou êxito na fuga; mas, a polícia jamais deixou de investigar sobre a presença do acusado em Euclides da Cunha, na tentativa de prendê-lo.
 
PERSEGUIÇÃO, TROCA DE TIROS E MORTE – No início da tarde desta terça-feira (26), por volta das 12h30, uma guarnição policial da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO) 5º BPM em Euclides da Cunha, em ronda ostensiva pela cidade, ao passar pelo perímetro urbano da BR 116/Norte (Santos Dumont), bairro Duda Macário, próximo a um posto de combustíveis, cruzou com uma motocicleta sem placa policial, cujo condutor tentou esconder o rosto, situações que levantaram suspeita de que a atitude de esconder o rosto seria, como de fato o foi, uma tentativa de ocultar a identidade do condutor de um veículo que circulava de forma irregular.
Segundo a própria polícia, a guarnição resolveu fazer a abordagem, porém, o elemento empreendeu fuga pela rodovia que interliga as Rodovias BR 116/Norte com BA 220, no sentido a Monte Santo, e uma perseguição foi feita, tendo o elemento suspeito retornado por caminhos vicinais, sendo acompanhado pela guarnição que, sem perde-lo de vista o acompanhava ao longo da rodovia, até que o fugitivo cruzou a pista e seguiu em direção ao Jardim Brasil, onde por uma rua do bairro Duda Macário que facilitou bastante a passagem em velocidade, sobre tudo da viatura, em direção ao açude da Lagoa do Barro (Coentros), onde as ruas são mais estreitas e facilitariam mais uma fuga, pois tratava-se de região com várias vertentes conhecidas de Dudu.
 
Ao pressentir que seria alcançado antes de chegar aos caminhos que dificultariam o trabalho da polícia, Dudu efetuou disparos de arma de fogo contra a guarnição, atingindo-a no capô e no para choque dianteiro. Diante da situação desafiadora e perigosa contra os agentes de segurança pública, houve o revide, Dudu foi baleado e conduzido ao Hospital Municipal ACM/Português, porém, não resistiu e foi a óbito, segundo informações da própria polícia.
Com Dudu, além da motocicleta Honda CG 150cc, com sinais de identificação do veículo adulterados (raspados), de cor originalmente e predominantemente vermelha, sobreposta com tinta spray de cor preta, cujas características coincidem com a motocicleta usada em diversos assaltos, também foram apreendidos: um revólver da marca Rossi, calibre 22mm, municiado com 03 projéteis intactos, 04 deflagrados, 02 “dolões” de substância análoga à maconha, R$ 100 em espécie, um aparelho de telefone celular da marca Motorola, materiais apresentados ao delegado regional Dr. Paulo Jason de Melo Falcão que deverá ser encaminhado ao DPT para perícia e análise.
 
Ao ser identificado criminalmente, verificou-se que Eduardo Santana Cavalcante, residente no bairro Duda Macário, tinha em seu desfavor, mandados de prisão em aberto, por diversos crimes. A morte de Dudu repercutiu bastante, principalmente nas redes sociais, com mensagens contendo críticas ao seu comportamento e em apoio à ação policial e alívio para a sociedade euclidense. *Fotos e fonte: Polícia. Edição; Jaciel Correia.
 

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