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Assim como em outras cidades de grande, médio e pequeno porte, cresce,
assustadoramente, o contingente de pessoas envolvidas com o tráfico de
drogas consideradas “pesadas”, pelas autoridades policiais, medicina
legal, analistas, etc., Euclides da Cunha, queira ou não, faz parte desta
triste realidade.
Apesar de todo o esforço despendido pelas autoridades policiais para
conter o crescimento absurdo das drogas ilícitas, especialmente químicas,
como cocaína e crack, substâncias tóxicas que viciam rapidamente, não está
sendo fácil para a polícia colocar atrás das grades, quem realmente dá
suporte aos traficantes que estão levando jovens, principalmente, para
esse mundo cruel, onde o destino final é a morte.
A praga das drogas se
espalhou de tal maneira por Euclides da Cunha. Inicialmente, pela cidade
e, agora, em todos os povoados, sem exceção, onde também aumentou o número
de furtos, assalto à mão armada, arrombamento de residências e
estabelecimentos comerciais grandes e pequenos, que está difícil
combatê-las.
Em algumas regiões, trafegar por estradas vicinais está cada vez mais
temeroso a qualquer hora do dia ou da noite, pois a rapaziada viciada, a
maioria sem emprego e renda fixos, precisa da grana para manter o vício, e
como estamos vivenciando uma geração de muitos jovens pouco afeitos ao
trabalho e aos estudos, eles não tem outro caminho para pagar o preço
muito caro para “ficar de boa”, a não ser pelo “caminho mais fácil”, ou
seja,utilizar-se de práticas criminosas para sustentar o costume nefasto e
condenável.
O problema se agrava cada vez mais, pois quando alguém comenta sobre o
assunto, antes, a primeira impressão que se tinha seria aquela, onde
somente pessoas pobres da periferia ou excluídas socialmente mantinham o
tráfico de drogas em plena atividade, dando-lhe força e poder aos chefes.
Esta tese foi por água
abaixo, pois cresce em números preocupantes, a quantidade de profissionais
liberais, pessoas de boa situação financeira e que não precisariam fazer
uso de droga para satisfação pessoal ou realização profissional. Esse tipo
de exemplo já está tipificado extra-oficialmente, em Euclides da Cunha.
Apesar de todos os avanços alcançados através de ações policiais
desenvolvidas especialmente pela 25ª Coorpin, - chefiado pelo Bel. Fábio
Antônio Cândido, um delegado com experiência, também no policiamento
ostensivo, pois antes de ir para a Polícia Civil, através de concurso
público para delegado de polícia, ocupava o posto de oficial da Polícia
Militar da Bahia- e tem como delegado titular o Bel. Barcos Aíra, os
traficantes parecem desprezar a polícia, a justiça e as leis vigentes.
Por todo o país, a benevolência de alguns magistrados também contribui
para o crescimento do tráfico, principalmente quando há menor de 18 anos
envolvido em ações criminosas diversas.
Protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, - que ultimamente
tem sofrido críticas ferrenhas de vários setores da sociedade civil,
deputados e senadores preocupados com a impunidade de menores infratores
reincidentes e blindados pelo ECA-, crianças, adolescentes e jovens
“espertos” atuam abertamente nas cidades e no meio rural. Em Euclides da
Cunha, os “aviõezinhos” (crianças com até 12 anos de idade usadas por
traficantes) estão por toda parte.
Meninos e meninas
adolescentes são explorados em troca de lanche, telefone celular roubado e
sem muito valor no mercado, tocador de MP3 para os mais sofisticados,
entre tantos meios de corromper com agrados baratos, pequenos e inocentes,
futuros traficantes.
Mesmo sem ter resolvidas todas as dificuldades encontradas na 25ª Coorpin,
o delegado-chefe Fábio Antônio desenvolve ações satisfatórias e o seu
titular tem buscado junto a Secretaria da Segurança Pública, meios e
formas de tornar mais eficiente o combate à criminalidade, através de
investigações, aparelhamento da Depol: automatização e interação dos
serviços informatizados com a Secretaria da Segurança Pública, novas e
modernas viaturas para os deslocamentos e ações de prevenção e combate ao
crime, entre outros.
Priorizando a investigação e usando o serviço de inteligência e de
informações, - muitas vezes, da própria comunidade que tem demonstrado
confiança no trabalho da equipe - policiais civis de Euclides da Cunha
prenderam, em flagrante, nesta terça-feira, 23, por volta de 17h30, a
pessoa de José Roberto Alves Silva, vulgo “Pam”, residente no bairro Nova
América.
O trabalho de investigações sobre as atividades de “Pam” começou a cerca
de 90 dias, quando os delegados Antônio Fábio e Barcos Aira, este titular
da Depol de Euclides da Cunha, foram comunicados sobre a venda de cocaína
pelo acusado.
A partir daí, “Pam” passou a ser investigado intensamente, até que, nesta
terça-feira, uma operação denominada “Branca de Neve” (referência à cor da
droga), foi deflagrada e a equipe de investigadores formada pelos agentes
Assunção, Rosivaldo Sá, Alexandre Sales Gláidson Souza e Telésforo Neto,
comandada pessoalmente pelo delegado Fábio Antônio.
Por volta de 17h30, desta
terça-feira, 23, no final da Rua Otávio Mangabeira, “Pam” foi abordado
quando conduzia um veículo Corsa Wind, placa policial DDD 2509, veículo
que estava sendo investigado pela própria equipe de policiais civis. Uma
rigorosa revista policial foi feita no veículo do acusado, que resultou na
descoberta de cinco papelotes de cocaína que estavam escondidos no
compartimento do volante, onde serve para acionar a buzina.
Ao acusado foi dada voz de prisão em flagrante e em seguida conduzido para
a Depol, onde foi apresentado ao bel. Barcos Aíra, delegado titular. No
interrogatório, “Pam” apontou a pessoa de Jean dos Santos Macedo, 29,
técnico em eletrônica, como parceiro no tráfico de drogas em Euclides da
Cunha.
A equipe de agentes foi deslocada para a Travesa Fulgêncio de Abreu,
também no bairro Nova América, onde localizou e prendeu Jean, que foi
levado para sua residência na Rua Fulgência de Abreu.
Numa revista feita na casa, os policiais encontraram cerca de 0, 250g de
cocaína e 16g de maconha, ambas prontas para a venda e consumo, uma arma
de fogo do tipo pistola, oxidada, calibre 7,65 municiada, uma balança de
precisão usada para pesar a droga, três aparelhos de telefone celular, 90
reais em espécie, faca pequena para cortar e embalar a droga. Além de
embalagens para preparar papelotes de cocaína e cigarros de maconha.
Conduzido para a Depol, e depois de interrogado, assim como aconteceu com
o parceiro “PAM”, Jean foi autuado em flagrante e recolhido ao xadrez do
Complexo Policial Civil. Considerados pela polícia como os maiores
traficantes de cocaína de Euclides da Cunha, ambos possuem registro de
passagem pela Delegacia de Polícia sob acusação de tráfico de drogas e
associação para o tráfico, situação que implicará em agravamento da pena,
se condenados. A polícia comemorou o êxito da operação “Branca de Neve”.
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