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O dia de feira livre transcorria normalmente na cidade e, no Supermercado
Paulista, muitos clientes faziam compras no início da noite,
especialmente àqueles que, por motivo de trabalho, costumam fazer a
feira de supermercado, após o dia de trabalho.
A redação do site euclidesdacunha.com havia acabado de consultar a
central 190 de rádio patrulha do 5º BPM e o plantão de polícia na Depol,
que responderam não haver registro de ocorrência na cidade.
Minutos depois, o repórter José Dilson Pinheiro recebeu um telefonema de
uma pessoa conhecida que relatava que naquele momento estava acontecendo
um assalto ao Supermercado Paulista e que o ladrão teria sido alvejado
com um disparo de arma de fogo, por um agente policial civil que fazia
compras no local, naquele momento.
A reportagem seguiu para o local e constatou ser verdadeira a informação
recebida; porém, o caso já havia sido conduzido para a delegacia de
polícia, onde o acusado estava preso e algemado, porém, não apresentava
ferimento à bala, como havia sido informado.
Gláidson, o agente policial civil que havia efetuado a prisão do
assaltante, consultava o cadastro de registro de antecedentes criminais,
que revelaram ser Renígio de Almeida Sena, 33 anos, natural de Monte
Santo-BA, e residente em Conceição do Coité-BA, onde responde em
liberdade condicional por homicídio, condenado a 14 anos de reclusão,
artigo 121 do CPB.
Este crime foi confirmado pelo acusado, ao ser perguntado pela
reportagem do site euclidesdacunha.com, sobre a condenação aplicada pela
Justiça de Conceição do Coité.
“Fui condenado a 14 anos de reclusão, paguei 10 e estou em liberdade
condicional”.
Sobre o outro processo que o enquadra no artigo 157 CP, sem condenação,
Renígio ou galeguinho, gaguinho - como disse ser conhecido, contou que
não ficou provada a acusação e o processo foi arquivado.
Nesta
segunda-feira, 30, a reportagem do site euclidesdacunha.com voltou ao
Complexo Policial Civil e foi informada que o assaltante e homicida
liderou uma rebelião no presídio regional de Serrinha, que culminou com
a morte de um dos detentos.
No assalto ao supermercado, Renígio fez uso de uma pistola de plástico
usada na aplicação de cola quente, que sofreu algumas modificações que
causava impressão de arma verdadeira, semelhante a uma pistola Mauser,
calibre 7,65mm, com a qual rendeu a operadora de um dos caixas e exigiu
a entrega de todo o dinheiro, sob ameaça de morte.
Ao ser dominado pelo agente policial, que chegou a fazer um disparo
contra o assaltante, (sem atingi-lo), depois que este apontou a falsa
arma em sua direção, 727 reais, em dinheiro, que já estavam em poder do
meliante, foram recuperados, após ter sido revistado, ainda na loja.
Ao ser conduzido para a Depol, Renígio deparou-se com a gerente da Casa
Lotérica da Praça, onde minutos antes, o assaltante havia feito
tentativa de assalto, porém, desistiu e saiu rapidamente do local.
O estabelecimento já estava com uma das portas abaixadas e se preparava
para encerrar o expediente. A gerente registrava queixa sobre a
tentativa de assalto e o reconheceu.
Ao ser perguntado sobre a desistência do assalto à casa lotérica,
Renígio respondeu que “a moça demorou muito para passar o dinheiro e
fiquei com receio dela ter acionado um alarme. Então, fui para o
supermercado, onde achei que seria mais fácil” disse.
O meliante tentou justificar a ação delituosa, ao dizer que estava sem
dinheiro para se manter, já que, da empresa onde trabalha, estaria sem
receber o salário há mais de um mês.
Depois de ouvido pelo Bel. Barcos Aíra, delegado titular, que o autuou
em flagrante, o assaltante foi recolhido ao xadrez da carceragem da
Depol, onde se encontra à disposição da Justiça.
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