Memória: Saudoso repórter José Dilson Pinheiro é homenagedo por amigos de longas datas

Um ano sem José Dilson

A ausência é uma fotografia sépia que a memória insiste em colorir, os dias voam na asa veloz do tempo, consumindo a última palavra dita e o lume entre as mãos que afagam, indescritível é a saudade que se alarga afundando o peito em direção à coluna vertebral nesses trezentos e sessenta e cinco dias preenchidos por tudo o que define o ato ou efeito de faltar.

Dentro das inúmeras gavetas, organizamos as lembranças e documentamos o seu legado, José Dilson Pinheiro, ou, intimamente “Zé Dilson”, construtor dos pilares do portal de notícias Euclidesdacunha.com, repórter exímio e seus inúmeros feitos que agregaram desde a ascensão da cultura local, perpassando pelos artistas do cenário do forró, manifestações das tribos indígenas do sertão até o que abrange o modernismo e suas intervenções, além de ser destaque dentro das rádios do município, apresentou durante longos anos as atrações do Arraiá do Cumbe, atuou como vereador na cidade quijinguense e trabalhou em cargos executivos, inclusive como gerente em tantas empresas, se agora traçássemos tudo o que fez e suas extraordinárias experiencias seria necessário escrever uma coletânea de livros, pois o que deixou e o que foi durante os seus anos não cabe nessas poucas linhas.

Hoje é um dia marcado pelo sal de tantas lágrimas para os seus amigos, familiares e todos aqueles que já ouviram o seu nome, outro 04 de agosto, com a mesma chuva e o mesmo céu cinza-chumbo, mas ainda permanece um silêncio de quem não aprendeu sobre despedida e alimenta o gosto ocre e seco que fica na garganta pelo choro contido, com os dias cheios de alegria que correram ao seu lado. São inúmeras as homenagens, de tantos que separam algumas horas para recordar e de alguma forma imprimir a sua importância na vida de cada um, entre tantas, no parágrafo precedido por esse, anexamos algumas:

OBRIGADO MANO DILSON.

Zé, mano Zé /
Como suportar sua partida.
Zé, querido Zé /
A galera tá sentida.

Toda Euclides sentiu/
Seus íntimos muito mais.
Zé, você partiu /
Pra não voltar nunca mais.

Sua partida inesperada /
Duro golpe traiçoeiro /
Foi tremenda pancada /
No mundo forrozeiro.

Eventos, como São João /
Esportivos e culturais /
Perdem na divulgação /
Em prejuízo dos anais.
Quem curtia sua locução /não o esquecerá jamais.
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(João Pinheiro)
Direitos autorais registado no Ministério da Cultura, Biblioteca Nacional – Rio de Janeiro.

José Barbosa dos Santos (Barbozinha) e sua filha Gaby Moura realizam homenagem com música ao nosso saudoso José Dilson Pinheiro em seu sitio.

No verso de uma das suas músicas favoritas – “A saudade varreu tantos sonhos, deixou vazio tantos ninhos e colocou mais espinhos que flores na porta do meu coração…” descreve o que podemos aproximar através da poesia o que sentimos depois da sua partida, breve e esguia. O seu legado permanecerá, o seu caráter integro e totalmente do bem, o nome José Dilson Pinheiro sempre estará em cada um dos que partilharam as horas com você, o pai, o tio, avô e principalmente o nosso amigo, deixamos aqui singelas homenagens para simplesmente agradecer e dizer o quanto foi e é importante para todos nós.

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