Famílias carentes de Euclides da Cunham recebem cestas básicas doadas por juiz e advogados

 

Pelo menos 140 famílias da sede e zona rural de Euclides da Cunha vão passar os festejos de São João mais alegres, um alívio diante de todas as dificuldades que estão sendo impostas pela pandemia do coronavírus.

E essa felicidade tem peso, cor, cheiro e sabor, e nesse momento já está sobre a mesa de muita gente. Estamos falando de 143 cestas básicas que foram distribuídas nesta terça-feira, 23 de junho, pelo juiz João Paulo Piropô, da Subseção da Justiça Federal de Paulo Afonso, e advogados do município, que abraçaram a causa.

Idealizada pelo juiz, a campanha ganhou repercussão entre os advogados de Euclides da Cunha, que criaram um grupo no WhatsApp com o intuito de arrecadar recursos para compra dos alimentos. Deu certo! Além da sede, foram beneficiadas famílias carentes das comunidades de Tanque da Nação, Ruilândia, Campo Grande e Barriguda.

No dia 18 de junho, João Paulo Piropô promoveu ação semelhante em Paulo Afonso, com apoio da equipe da Justiça Federal. Ótima iniciativa. As famílias agradecem.

Uma resposta para “Famílias carentes de Euclides da Cunham recebem cestas básicas doadas por juiz e advogados”

  1. Temos de reconhecer: GESTOS NOBRES E LOUVÁVEIS para com os pobres. Tenho a humildade de reconhecer. Não tenho nenhuma pretensão de paladino da moralidade nem, tampouco, estou vinculado a nenhuma filiação político partidária. Sou Cristão consciente e, portanto, tenho um coração de pobre e uma leitura permanente deste Sertão de Canudos em que a história dos pobres é das mais trágicas do Brasil. Neste Sertão – salvo melhor juízo – a necessidade mais premente das pessoas pobres é a de JUSTIÇA PLENA que também lhes assegure DIREITOS HUMANOS E SOCIAIS, sem manipulações politiqueiras torpes, porque a exploração do pobre, muitas vezes, é de uma crueldade draconiana e hedionda. Por exemplo, questões de Direitos Elementares como saúde, segurança hídrica, segurança alimentar e Educação de Qualidade. A Educação Escolar oferecida aos pobres não pode ser a mesma convencional praticada pelo Estado dito de Direito. A Educação Escolar destinada aos pobres tem outras especificidades pedagógicas que reciclem saberes básicos dentro do ambiente da pobreza, na perspectiva da construção de uma sociedade livre em seus Direitos e Deveres, próspera, fraterna, pacífica e igualitária. Às vezes dói muito quando ouvimos relatos de pessoas pobres que trabalham no regime Terceirizado para órgãos dos Poderes Públicos Constituídos: Chega o fim do mês, não recebem seus salários. Humilhadas, temerosas, abatidas as pessoas procuram os setores de pagamento para saberem quando irão receber seus ganhos, porque a essa altura a fome já bateu à porta, o gás de cozinha acabou, a luz e a água foram cortadas e as dívidas vão aumentando. A resposta do pagador é curta e grossa: “Não tem previsão!” E a pessoa não volta a insistir temendo perder o emprego.

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