Por que não tratamos precocemente os pacientes com Covid-19?

Por Jaciel Correia

Já se passaram mais de seis meses desde que o novo coronovírus é assunto em todo o planeta. Começou como algo estrito na China e rapidamente se espalhou pelos quatro cantos da Terra. De lá para cá o vírus de nome científico SARS-CoV-2 ganhou um nome popular, para não ser confundido entre os demais, além de permitir um rastreamento global das atenções governamentais. Covid-19 tornou-se o nome propagado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para referir-se ao vírus que tem ações e consequências imprevisíveis na saúde humana.

Nesse mesmo período de tempo o vírus ganhou uma musculatura preocupante, pois ainda não há nenhum dado científico relevante se mostrando 100% eficaz no combate à pandemia, até porque o próprio vírus parece desafiar a comunidade científica de todas as áreas. O que se tem é a convicção de determinadas ações para reduzir a propagação do vírus e a combinação de algumas medicações para tentar salvar os pacientes infectados, especialmente os casos mais graves – e esses é o xis da questão.

Especialistas do mundo todo estão acelerando pesquisas em busca da “cura definitiva” – que não seja a reação do próprio organismo -, que só parece vir da vacina, que ainda pode demorar de seis meses a uno ano.

Enquanto isso não acontece, o número de mortes continua quebrando barreiras de centenas de milhares de casos irreversíveis, isto é, já se contabiliza mais de 500 mil mortes em todo o planeta.

Para agravar a situação, sabe-se que no momento não há um tratamento clínico comprovadamente científico capaz de garantir que não haverá mais mortes, pelo contrário, acredita-se, e a própria OMS alertou, que o ser humano terá de conviver com esse vírus de forma definitiva, como ocorre com outros vírus.

Mas é preciso olhar para os bons resultados que surgem em qualquer canto do planeta. E mais que isso, é preciso despolitizar o combate ao coronavírus; evitar algo que ocorreu/ocorre no Brasil e nos Estados Unidos da América nos quesitos isolamento social/distanciamento social e o fármaco cloroquina.

Para quem não ficou na bolha do noticiário a nível nacional, especialmente o televisivo ou os supostamente alternativos, mas com viés ideológico claramente contrário ao Governo Federal, pôde saber que ainda no mês de abril o Brasil já possuía resultados promissores na forma de tratar parte dos casos de coronavírus. Refiro-me aos resultados do Hospital Prevent Senior, que passou a considerar o uso de cloroquina e outras medicações associadas, cada vez mais cedo, pois sabe-se que quando o paciente chega à fase de intubação dificilmente consegue vencer a doença, principalmente àquelas pessoas com morbidades. A estimativa que essa medida tenha reduzido as mortes em 60%. Antes disso, a unidade hospitalar, que é privada, passou a ser observada pela altíssima quantidade de mortes por Covid-19 representada no estado de São Paulo.

Menos de um mês adiante tivemos a situação do Pará, que colapsou o sistema de saúde, tanto o público quanto o privado. E foi deste último que saiu mais um bom resultado. Trata-se da iniciativa de uma operadora de planos de saúde que, com base nos estudos mais avançados, passou a tratar os pacientes do Covid-19 ainda na fase 1 – a mais leve, pois já se sabia que quanto mais cedo se iniciasse o tratamento, menos pacientes passavam para as fases seguintes; as mais graves.

O tratamento é o mais simples e barato no mercado, observando-se como o ideal para a primeira fase da doença. Trata-se de um kit com Hidroxicloroquina, Azitromicina, Ivermectina e Nitazoxanida associadas ao Zinco, entre outros. Lembrando que um desses compostos já fora politizado. É o caso da Cloroquina, propagada como causador de mais mortes e desconsiderada como um tratamento disponível no mercado há mais de 70 anos, e que nem sequer precisava de prescrição médica. Atente-se ao fato de moradores da região Norte do Brasil usarem constantemente essa medicação de forma preventiva contra a VÍRUS da malária. É preciso contextualizar que houve muitas mortes de pacientes com Covid-19 mesmo com o uso de associações com Cloroquina, principalmente sob suspeita de superdosagem, e geralmente prescrita nos casos mais graves.

A ideia do tratamento com esse kit é bem simples: permitir que os pacientes vençam o vírus na fase inicial, quando o organismo dispõe de mais capacidade para reagir à infecção. O tratamento se efetivou com pequenas doses de cada medicamento, como forma de o organismo não sofrer reações adversas.

O resultado desse tratamento no Pará, que desde o início deste mês passa a ser debatido como ‘Protocolo Profilaxia Covid’ foi considerado como um “método divisor de águas” conforme revela, Dra. Vânia Bilhante, administradora de plano de saúde, em uma reunião online publicada na rede social do jornalista Alexandre Garcia. Segundo a especialista, essa nova abordagem é um “divisor de águas” e permitiu ao estado sair do colapso à normalidade em apenas três semanas, evitando que pacientes desenvolvessem a forma mais grave da doença, além de ter reduzido drasticamente o número de intubações e mortes. Também participaram desse encontro online o Dr. Anthony Wong, Dra. Nise Yamagushi, Dr. Roberto Zeballos, Dr. Cássio Prado, Dra. Luciano Cruz, Dra. Carine Petry, Dra. Alexandrina Mesquita, incluindo o jornalista Alexandre Garcia.

Nessa reunião vários especialistas de saúde asseguram que o tratamento profilático tem bons resultados, tendo em vista que a combinação desses medicamentos reduziu de 80% para 50% a taxa de letalidade para os casos mais graves. Um dos especialistas afirma: “não se tem a resposta do ‘por quê’, mas sabe-se que funciona”.

Ainda na reunião, a Dra. Carine Petry fez uma observação muito importante que vai de encontro a alto muito propagado até o momento: para as pessoas só procurarem uma unidade hospitalar quando boa parte dos sintomas da Covid-19 (febre, tosse, falta de ar, cansaço, dores e desconfortos, dor de garganta, diarreia, conjuntivite, dor de cabeça, perda de paladar ou olfato, erupção cutânea na pele ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés, dor ou pressão no peito, perda de fala ou movimento) se manifestassem de forma a distinguir de outras doenças, como a gripe, doenças respiratórias já conhecidas ou outros vírus, como os da dengue. Pois é neste detalhe que estaria um dos grandes erros no enfrentamento da doença. Para a médica, os sintomas mais comuns como febre, tosse e falta de ar, por exemplo, podem ser um indício do estágio da doença já avançado. Isto é, o vírus precisa ser combatido ainda na primeira fase (aparecimento dos sintomas), pois se for esperar pelos resultados clínicos o paciente já pode ter evoluído para as fases 2 (inflamação, desenvolvimento de pneumonia) e 3 (fase de hiperinflamação).

O município de Porto Feliz, interior do Estado de São Paulo, tem sua contribuição a dar ao país. Segundo o médico Dr. Cássio Prado, o protocolo adotado trouxe bons resultados. Tem-se como exemplo o acompanhamento do trabalho de aproximadamente 600 médicos, em que todos que fizeram profilaxia não desenvolveram a doença, com exceção de 2, que se recusaram a fazer a profilaxia e desenvolveram a doença.

Para os especialistas, quando mais cedo intervir, melhores serão os resultados para qualquer doença, e no caso do coronavírus, a demanda é por mais celeridade, pois o vírus age de maneira extremamente rápida e em uma escala de gravidade dificilmente reversível. Leve-se em consideração a taxa de mortes dos pacientes entubados é entre 35% e 40%.

A comunidade médica conhece os benefícios dos compostos para uma profilaxia.

Se resultados como esses podem ser considerados exemplares, por que não tratamos precocemente os pacientes com Covid-19?

O vídeo da referida reunião está logo abaixo.

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