Luan Santana: O homem que não sabia o valor das coisas

Imagem: Divulgação

Ao que eu compararei a felicidade

Comparo ao homem que não sabia o valor das coisas, pois apesar de ser destemido e corajoso, ele sempre perdia a batalha contra sua própria infelicidade.

O homem que não sabia do valor das coisas, desprezava pequenos momentos com quem amava e nunca estava satisfeito com o que tinha.

Era evidente a todos que ele tinha tudo pra ser feliz, mas o homem que não sabia o valor das coisas não se sentia assim.

Porque seu buraco nunca preenchia, sua razão nunca cedia e sua paz nunca persistia. Era um homem valoroso aos olhos dos outros, mas para seus próprios olhos, aquele homem não sabia o valor que as pessoas tinham.

Vencer era um vício e ganhar era sempre a única possibilidade. Não tinha trégua e nem intervalos, pois o homem que não sabia o valor das coisas calculava sua importância pelo que produzia e não pelo que ele era.

O que seria então dele? Será que aprenderia a valorizar alguma coisa ou alguém antes de ficar sozinho e sem nada importante?

Pergunto a você, caro leitor, pois nós somos como esse homem que nao sabe o valor das coisas

A gratidão muda a maneira como vemos o mundo e te ensina o valor das coisas. E ao homem é dado essa oportunidade de agradecer, mas quanto de nós realmente faz isso diariamente  com total sinceridade?

Talvez poucos… Pois estamos mais preocupados com preços e trocas de mercadorias do que com valores e conexão profundas.

Por isso acredito que a felicidade é como o ato de amar o que tem e a quem tem, pois embora seja simples na sua atitude, o valor dado aquilo que é essencial soa como uma marcante melodia que te faz lembrar de que está tudo bem, e que por isso é possível cantar mesmo quando não entendemos a letra e nem as circunstâncias.

Psicólogo Luan Santana.

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