Luan Santana: Não seja refém dos seus medos

Olá, pessoal

Certa vez, um passarinho ainda filhote foi retirado do ninho de seus pais para ser posto em uma gaiola de um senhor que “colecionava” aquelas vidas tão frágeis.

O passarinho cresceu e a gaiola era todo o seu mundo. E entre as coisas que ele mais fazia, cantar era sua preferida.
Todos naquela casa amavam o passarinho e sua música clássica e, como recompensa, davam a ele a melhor porção de comida e os melhores afetos. Contudo, mesmo tendo tudo, o passarinho de penas azuis e de um fôlego invejável sentia que algo lhe faltava.

Quanto mais ele amadurecia, mais ele entendia a profundidade do seu vazio. Ele se apegava a sua música, as pessoas que conhecia, aos outros passarinhos, só que nada disso era suficiente. Ele tinha tudo, segurança, admiração e importância, só que o passarinho azul vivia sentindo que aquilo não lhe acrescentava nada.

Até que um dia, ao amanhecer, o passarinho não quis mais cantar. Seu dono, estranhando aquela atitude, achou que ele estava doente. E o retirou da gaiola para examiná-lo. Ele foi levado para um quarto nos fundos do quintal e na travessia o passarinho viu algo que nunca tinha visto: o lado de fora de sua gaiola. Ele não resistiu, soltou-se da mão do seu dono e voou até o teto.

Ali em cima, ele teve uma visão mais ampla sobre sua condição. Ele passou a vida toda acreditando que a gaiola era tudo, mas ela era apenas uma parte ridiculamente pequena do que sua vida poderia ser.

Ele despertou! “quanto tempo perdi”, dizia o passarinho, “mas achava que eles me amavam, porque afinal mentiram pra mim?”, questionava angustiado e com raiva. E depois de pensar bastante, foi até sua gaiola, viu a portinha aberta e seu dono querendo pô-lo de volta. Seu coração amoleceu, mas entendendo que não servia mais para estar preso, o passarinho foi embora.

O passarinho somos nós, a gaiola são as desculpas que nos impedem de sermos felizes e o dono do passarinho é o medo que desde novinho nos condiciona a se contentar com tão pouco da vida.
Ele sentia falta de viver e de ter escolhas, por isso que se você nunca assumir os riscos das decisões que deve tomar, o medo fará da sua vida uma gaiola.

Psicólogo Luan Santana
CRP: 03/11290

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